Saiba mais sobre o mercado de fotografia atual

Saiba mais sobre o mercado de fotografia atual

Nunca na história a fotografia esteve tão presente em nossas vidas quanto hoje. A popularização dos smartphones abriu as portas de um mundo antes restrito, para que todos nós pudéssemos registrar nossas imagens. Mesmo assim, apesar de todas as mudanças ocorridas no mercado de fotografia, a carreira de fotógrafo ainda tem seus encantos.

As áreas de atuação do fotógrafo profissional vêm se transformando, e tendências apontam para uma importância maior do trabalho autoral, marcante. Além disso, a tecnologia se faz cada vez mais presente

Cursos

Não é uma foto em preto-e-branco com muitos likes que define que alguém é um bom fotógrafo. Eis um grande erro de muita gente que quer seguir carreira na área da fotografia: pensar que o que se aprende por tutoriais curtos no YouTube ou que o sucesso nas redes sociais é suficiente para ser profissional. Um bom fotógrafo precisa estudar para muito além disso.

As graduações e pós-graduações em fotografia oferecem uma boa formação teórica, abrangendo não apenas a fotografia como também tópicos de artes e humanidades, como história e antropologia, por exemplo. São assuntos que ajudam o fotógrafo a construir repertório e explorar possibilidades a partir disso.

Áreas de atuação

Se a figura do retratista, aquele fotógrafo responsável pelas 3×4 dos documentos, vem perdendo terreno devido à digitalização, outras áreas de atuação se mantêm firmes no mercado.

A chamada fotografia social, nome dado ao ramo dedicado a registrar festas e eventos, é uma delas. Por mais que todo mundo tenha um smartphone, os noivos sempre vão querer um registro profissional do casamento, um dos momentos mais especiais de suas vidas. Outros eventos, como formaturas e congressos, também costumam contratar fotógrafos para capturar imagens. O fotógrafo social atua como profissional autônomo e tem, hoje, as redes sociais como grandes aliadas para divulgar seu trabalho.

Mas nem só de casamentos vivem os fotógrafos — muitos, aliás, nem chegam perto disso, preferindo se concentrar na fotografia de publicidade e na fotografia de moda. Mesmo sendo um ramo mais restrito e que vem passando por transformações — muitas delas levadas pela perda de espaço da mídia impressa em detrimento das mídias digitais —, ainda é uma carreira bastante interessante. Profissionais experientes apontam que um bom caminho é começar como assistente de fotografia, função que permite adquirir conhecimentos práticos e fazer os primeiros contatos com os clientes.

Outras áreas de atuação são os chamados bancos de imagens, que reúnem um grande número de fotografias que são vendidas individualmente para diversos fins, como marketing e propaganda; museus e galerias, que contratam profissionais para registrar seus acervos; escritórios de arquitetura e engenharia; o fotojornalismo, que ainda resiste e prova seu valor, apesar da crise na mídia impressa; e, por fim, não se pode esquecer da fotografia voltada para os mercados de arte e de decoração, bastante promissora para fotógrafos jovens com trabalho autoral.

Tendências do mercado de fotografia

Antigamente, as fotos eram necessárias para preencher espaços em branco, e os fotógrafos eram contratados para essa função. Hoje em dia, o editor que precisa de uma imagem tem outras formas de consegui-la, até mesmo em redes sociais como Instagram ou Flickr.

Ser apenas um bom fotógrafo não é suficiente. A competência técnica não basta para se diferenciar dos muitos fotógrafos que existem por aí. É preciso algo mais. A melhor forma de um profissional conseguir ser reconhecido e valorizado é desenvolvendo um trabalho marcante, com linguagem e assinatura próprias, que não possa ser substituído por um genérico.

Além disso, o fotógrafo pode criar seu próprio público, através das redes sociais. Desde as plataformas mais específicas, como Instagram e Flickr, até as mais voltadas para o público em geral, como Facebook e Twitter, todas servem para o fotógrafo divulgar seu trabalho e construir sua legião de seguidores.

Muitas marcas têm procurado fotógrafos que já tenham um público estabelecido. As empresas buscam profissionais que já tenham uma linguagem adequada à ideia que elas querem agregar a um determinado produto, e trazer seguidores neste pacote é certamente um diferencial.

Equipamentos

Se antigamente qualquer aniversário em casa tinha uma pessoa com uma câmera na mão, hoje esta cena é rara, já que os smartphones atuais oferecem qualidade suficiente para registrar momentos especiais.

Alguns smartphones vão além e oferecem recursos como estabilizador óptico de imagens, para evitar fotos tremidas, e sistema de foco automático com auxílio de laser, muito mais rápido que o tradicional. A última novidade são os celulares com duas câmeras traseiras, como o iPhone 7 Plus. O sistema traz dois módulos com distâncias focais diferentes. Isso permite capturar imagens mais nítidas mesmo a uma distância considerável.

A popularização dos smartphones capazes de tirar boas fotos roubou muito do mercado das câmeras compactas — aquelas pequenas, mais baratas. Por isso, as fabricantes estão incluindo novos recursos em seus equipamentos para reconquistar o público perdido. É o caso da Samsung DV180F, que traz, além de zoom óptico de 5x e sensor de 16 megapixels, conectividade Wi-Fi e NFC e visor frontal para selfies.

Outro recurso interessante é a proteção contra água, existente na Canon D20. A câmera tem sensor de 12 megapixels, zoom óptico de 5x e GPS integrado. O destaque é que ela funciona até mesmo a 10 metros embaixo d’água e a temperaturas de até -10ºC. E, se o assunto é aventura, não dá para deixar de falar da GoPro HERO4 Silver, que tem tamanho compacto, pode ser acoplada em capacetes ou roupas, possui conectividade Wi-Fi e filma em resolução 4K.

No segmento profissional, os destaques ficam com a Canon T5i, com foco mais rápido e mais silencioso que as concorrentes, e a Nikon D5300, com seu sensor de 24 megapixels de resolução, ótimo para quem pretende imprimir suas fotografias em tamanhos grandes.

Outra categoria que vem crescendo é a das câmeras mirrorless — elas permitem trocar de lentes, como as DSLR (digital single-lens reflex), mas não possuem o sistema de espelho e visor ótico destas, o que torna seu corpo muito mais leve e compacto. O destaque fica com a Fuji X-M1, que tira fotos de altíssima qualidade e tem uma aparência vintage.

Há muitas razões para querer descobrir a quantidade de cliques de uma câmera, como por exemplo ao vender ou comprar uma câmera usada. Pode ser também apenas por curiosidade.

Quero apresentar algumas dicas de como você pode fazer isso sem stress e também como evitar erros comuns na hora da verificação!

Importantíssimo: Me parece que alguns modelos de câmeras Canon, mesmo seguindo os passos abaixo não é possível a contagem dos cliques. A única saída é fazer com um aplicativo específico com a câmera conectada à USB. Fique tranquilo que também vou sugerir um aplicativo (que era gratuito) pra você que usa Canon. Para os Nikonzeiros está 100%.

As informações para a contagem de cliques é feita pelo EXIF da fotografia.

EXIF é um recurso criado pela empresa JEIDA (Japan Electronic Industries Development Association). Seu nome é a abreviatura de Exchangeable image file format e são dados gerados pela maioria das câmeras fotográficas.

 

Os 02 erros mais comuns que podem lhe prejudicar

 

Nem tudo são rosas e acho muito importante iniciar falando sobre os erros que a maioria comete e podem lhe prejudicar na hora de querer saber a quantidade de cliques de sua câmera.

Não pule esta parte do texto, pois aqui pode estar o seu problema.

  1. Arquivos JPEG gerados por Softwares

Uma das maneiras de enviar sua foto para contagem é com o arquivo JPEG e você pode fazer isso errado. Muitas vezes a contagem não funciona simplesmente por que o JPEG foi criado com o Lightroom ou Photoshop através de um arquivo RAW ou até mesmo após um tratamento.

Portanto, não envie um JPEG gerado pelo Lightroom ou Photoshop  e sim o JPEG gerado diretamente da câmera. Pode ser até mesmo um clique com a tampa fechada.

  1. Arquivos DNG convertidos

Este é um segundo erro bem comum. Um dos sites que citarei abaixo permite enviar a fotografia RAW e também DNG, até aí tudo bem.

O que acontece é que alguns fotógrafos enviam o DNG gerado por software, ou seja, a câmera gera um NEF ou CR2 por exemplo, depois o fotógrafo converte para DNG e envia. Também não vai funcionar.

O DNG precisa ser gerado diretamente da câmera, ou seja, não serve para Nikon e Canon. No site há esta observação que precisa ser o DNG gerado pela Pentax por exemplo.

Vídeo: Se você gostaria de aprender e tirar dúvidas sobre lentes na fotografia, assista este breve vídeo

Onde descobrir a quantidade de cliques de uma câmera?

Abaixo seguem 03 sites que realizei testes e funcionaram quase todas as vezes que enviei fotografias, exceto na Canon 6D.

De qualquer maneira se você tem outro modelo de Canon, é interessante realizar o teste, pois pode funcionar com seu modelo.

01 – Camera Shutter Count (JPEG)

 

Este pra mim é o melhor, mas acho prudente também compartilhar outras possibilidades.

Camera Shutter Count talvez seja o mais completo e com a maior compatibilidade de câmeras no geral. No próprio site há uma relação de todas as câmeras que tiveram êxito na contagem de cliques.

Se a sua não tiver listada, mesmo assim envie e faça o teste evitando cometer os erros citados acima, acredito que funcionará.

Como enviar? Você envia sua fotografia extraída diretamente da câmera em JPEG. Lembre-se sede não realizar qualquer tipo de edição e redimensionamento.

Acesse aqui – www.camerashuttercount.com

02 – Shutter Counter (RAW)

 

Gostei deste site por permitir envio de fotos em RAW, pode ser útil caso você tenha esquecido de fazer a foto em JPEG, o que já aconteceu comigo.

Os únicos problemas são que sua conexão precisa ser rápida para fazer o upload e o arquivo precisa ter no máximo 30mb.

Além da contagem, ele apresenta as informações da fotografia, o que não é muito importante neste caso, pois o Lightroom também faz isso.

Na prática não vejo vantagem alguma em relação ao anterior, mas está aí como uma alternativa.

Como enviar? Selecione sua última foto em RAW (NEF, CR2, DNG) sem qualquer tratamento. Pode demorar um pouco de acordo com a velocidade de sua conexão, mas ele apresenta a barra d progresso.

Acesse aqui – www.shuttercounter.com

02 – Nikon Shutter Count (JPEG)

Este site é mais completo para quem usa Nikon e pode oferecer maior compatibilidade com câmeras caso as opções anteriores não funcionem.

Ele é mais chatinho, pois permite apenas JPEG pequenos (Small JPEG). Não vai funcionar se você pegar um JPEG grande ou diminuir no photoshop, por exemplo, precisa ser direto da câmera.

Configura sua Nikon para fazer uma fotografia JPEG Small.

A vantagem é certeza de conseguir com qualquer nikon, desde que seu jpeg seja pequeno.

Como enviar? Você precisa fazer uma fotografia em JPEG e subir este arquivo no site diretamente, sem qualquer tratamento.

Faça a contagem dos cliques de sua câmera nikon aqui – www.nikonshuttercount.com

04 – Aplicativo EOS Count (Windows e Mac)

Para quem usa Canon e nao obteve sucesso nas dicas anteriores, encontrei o aplicativo EOS Count, era Gratuito, mas me parece que alguns leitores disseram que não está mais free. Não cheguei conectar uma câmera USB para testar, pois não tenho Canon, mas abri o aplicativo e me parece muito simples.

No site da fabricante você pode fazer o download e verificar a compatibilidade das câmeras já testadas.

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